Como engajar e liderar uma equipe (história verídica)

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Você pensa em liderar pessoas?

Ter seu próprio negócio e engajar uma equipe?

Essa história pode inspirar você.

As histórias de auto ajuda, por vezes, são tão boas porque elas focam naquilo que já aconteceu e como podemos aprender com aquilo. Estamos lidando com fatos. Quando eu ingressei no mercado de trabalho eu tinha muita certeza das coisas, tinha descoberto meu dom. Mas, aos poucos, fui percebendo que não estava preparada para uma série de coisas, e, a vida me fez descer um nível e repensar inúmeros pontos da minha vida. Era preciso aprender de fato a lidar com pessoas.

Ninguém nasce sabendo a arte de vender, a arte de se auto promover, saber cobrar, e, muito menos liderar, não é mesmo? Enfim, não aprendemos isso na escola, right? É claro que há muitos cursos profissionalizantes que podem te ajudar, em anexo a este post coloquei um material que encontrei esses dias nas interwebs que é uma leitura complementar a este texto, mas, vamos ao que interessa?

Meus indícios de liderança surgiram na escola fundamental, quando certa vez uma briga entre as colegas mulheres (meninas naqueles anos) brigaram sei-lá-por-qual-motivo, e a diretora então reuniu todas elas em sua SALA DA DIREÇÃO para uma “lavação de roupa suja”, a qual ela mesmo denominou. Foi então que a diretora disse, apontando os dedos para mim e mais 2 ou 3 meninas: “- Nós temos uma liderança aqui e aqui e aqui e aqui”. Eu não sabia o que aquilo queria dizer naquele momento, apenas lembro que me sentia por vezes deslocada do restante das colegas. 

Mas foi no ano de 2015, já no mercado de trabalho, que uma situação de liderança me chamou a atenção. Depois de passar por outras 3 empresas, fui trabalhar em uma empresa de pequeno porte como designer. Éramos 7 funcionários. 3 vídeos makers, 1 fotógrafo, 2 designers e 1 jornalista. Quando entrei estávamos em meio a tão falada “CRISE ECONÔMICA” do Brasil e, minha mãe sempre me infernizava muito para que eu me mantivesse com a carteira de trabalho assinada, óh, grande gloriosa. – Fucking shit! Contudo, eu realmente não podia abrir mão dela, morava sozinha e ainda não via minha empresa caminhando com suas próprias pernas, como é hoje 🙌

Cheguei numa criação repleta de insatisfação com os chefes. Nos primeiros meses, durante os almoços com o time, eu observava sem me pronunciar, afinal, recém tinha começado no emprego. No início de um novo emprego como designer era sempre um conto de fadas pra mim: adoro desafios, sou dedicada aos projetos ao extremo, quero sempre dar o meu melhor e carrego a excelência ao meu lado. Tudo que eu criava passava por um setor de inspeção muito rigoroso na minha mente criativa. Odiava pegar ônibus para estar lá pontualmente às 9h am – levei 2 advertências por conta disso – mas gostava das minhas criações, elas eram muito boas. O trabalho do designer, por vezes, é sim, muito individualista. Eu sou uma pessoa individualista por natureza e, quando estou focada, não posso ter nenhuma espécie de distração, meu momento de foco total é quase que uma espécie de divindade, hahah. Mas seres humanos não conseguem ficar focados em uma coisa só por muito tempo, não é? Talvez esse tenha sido meu grande erro nesta história.

Devemos falar o que nos incomoda? Ou devemos nos calar?

 Leitura: “Por que criativos talentosos estão deixando sua agência de merda” .

Entretanto, ao poucos, aquele descontentamento geral da equipe, de todo o santo o dia, foi me contagiando. Eu cheguei a ouvir coisas do tipo: “é horrível trabalhar aqui, tu não faz ideia”; “eles são loucos, vivem gritando e brigando lá em cima” – lugar onde os chefes ficavam, no andar de cima da casa onde era a empresa; e, realmente, às vezes os gritos eram tão altos, que me estremeciam. “Eles acham que somos crianças”; “Eles nem tem dinheiro para bancar essa casa”; “Eles não estão depositando nosso FGTS; “Eles nos tiram dinheiro no dia do pagamento”; Epa!!!!, peraí, achei essa última afirmação um tanto injusta. Na verdade, tudo era muito injusto e meu senso de justiça é muito chato, believe me.

Se eu acordei um valor pelo meu trabalho, eu mereço receber esse valor, eu pensava. Bem, na verdade, ainda penso. Foi então que mostrei a folha de pagamento para minha mãe, que é contadora e na realidade, faltava, de fato, R$60,00 pilas. Sim, sessenta reais.

Certo dia fui então até o RH de uma pessoa só da empresa e mostrei meu grande achado. A funcionária teimou comigo, insinuando que foi tirado daqui e dalí, imposto disso e aquilo, e só depois de eu dizer que enfim, havia consultado uma contadora, ela disse: Ok Alessandra, tu quer esses R$60,00 reais?? (Zombando da minha cara), eu respondi: – Sim. Ela seguiu no tom de deboche e disse que ia tirar da própria carteira para ajudar a pobre coitada, que no caso era eu mesma. Contudo, naquela época, os sessenta reais faziam de fato diferença pra mim que tinha que pagar tudo sozinha em casa; e não só isso: ele representava a criação inteira que estava descontente no dia do pagamento e naquela conversa fiada que a senhora do RH nos passava sobre os descontos e abatimentos da carteira.

Ela me disse: “- Eu cansei contigo Alessandra, encerrei nosso relacionamento aqui. Vou falar com a …. CHEFA.” Disse ela, furiosíssima. E então, retornei a criação, isso tudo, recordo-me bem, numa sexta-feira. E eu já estava com a minha pauta adiantadinha, desk organizado, tudo em dia, daquele meu jeito que chega a ser chato.

Depois daquele dia tivemos uma reunião de pauta da equipe que rolava toda a segunda-feira. Os chefes trouxeram o ocorrido para a pauta, afinal eu não podia ir até o RH resolver um problema pessoal na hora que bem entendesse, mas eu recordo veemente que, eu liguei para o grande setor de uma pessoa só, e perguntei se a funcionária estava livre para uma conversa e, mencionei que quando trabalhei em uma empresa maior que a deles, se eu tinha algo para resolver com o financeiro eu pegava o telefone, ligava para o setor responsável e ia lá resolver meu problema. Lembra que os funcionários reclamavam que eram tratados como crianças? Nós éramos jovens, mas não éramos crianças.

Eles colocaram o ocorrido naquela reunião como se eu estivesse estragado o expediente de todos naquela sexta-feira. Pois a funcionária deles precisou falar com os chefes, e aí aquilo deixou eles irritados, enfim. Eu me culpei por meses por ter levantado a questão, mas depois entendi que a chefia que fez a bola de neve, pois se era uma questão tão insignificante de fato, ela teria sido ignorada e nada teria acontecido.

Resumo da ópera: comecei a defender a equipe toda com unhas e dentes, a minha motivação era o time, e não os meus R$60,00 reais. O chefe dizia na frente de todos que aquilo era uma questão insignificante, que o que fiz era algo muito errado, ruim, sem valor e sem sentido. Foi então que meu sangue de justiça subiu a cabeça, peguei todas as minhas anotações e, na frente de todos, mostrei o erro de cálculo que provavelmente era onde eles estavam tirando um dinheirinho dos funcionários. A chefa, disse “hm, é bom saber para que possamos melhorar”, aí eu finalmente fiquei satisfeita e respondi um: “- Ahhhh…hmmmm.. tá ok.” , com as minhas sobrancelhas arregaladas. Mas não parou por alí. O chefe ainda fez questão de me humilhar na frente de todos e provar que ele estava certo e eu, obviamente, errada.

Ele disse que havia ligado para a última empresa que trabalhei, a qual fiquei durante 1 ano. Eu não estava esperando por aquilo. Eu realmente tive visões muito equivocadas com as pessoas que me relacionava, mas estava dando meu máximo para fazer mais e melhor naquele emprego novo. E hoje eu vejo claramente isso: meu anseio de melhorar aquela empresa, engajar e motivar a equipe novamente era algo fervoroso.

Bem, o que minha ex chefe falou de mim? Que eu era muito boa no que fazia, porém era uma pessoa que tinha dificuldades em lidar com as pessoas. Ih, ferrou!

E de fato, eu era. Hoje vejo o quanto o grupo de mulheres empreendedoras que faço parte está fazendo grande avanços por mim, o quanto nos ajudamos umas as outras, o quanto os estudos sobre empatia tem valido cada segundo do meu tempo. Mas, voltando ao ano de 2015…

Eu achei aquela colocação de um jogo sujo, pois se eu já estava de fato alí, trazendo resultados para a equipe, valia a pena cavar meus erros do passado? Valia a pena me expor na frente de todos? Se essa pesquisa deveria ter sido feita um dia, penso que seria anteriormente na minha contratação, não é mesmo? E aí, eu e meu senso de justiça, naquele momento, falamos: a diferença é que nesta empresa as pessoas gostavam de trabalhar lá, aqui eu só escuto reclamações da equipe. Aí, claro, o chefe muito sábio se dirigiu a equipe, pediu para que todos falassem aquilo que os incomodavam. Nenhum conseguiu se expressar com convicção na frente dos chefes. Eu e e meu espírito de liderança eram muito mais arrebatadores. Na frente dos chefes, todos ficavam com medo do que podia acarretar aquela colocação. Mas alguns concordaram comigo, levantaram os pontos que eu trazia. Ufa!

Mas, o chefe, que na verdade era marido da chefa – talvez por isso eles brigassem tanto – terminou a discussão aos berros com uma frase que, jamais vou esquecer:

SE ESTÁ RUIM, A PORTA DE SAÍDA FICA ALÍ. NINGUÉM É OBRIGADO A FICAR AQUI.

Todos se calaram, inclusive eu. Os 3 grandes chefes-sócios, que na verdade era o casal e o RH de uma pessoa só, me olhavam esperando uma resposta, como se aguardassem para que eu pegasse minhas coisas e fosse embora, mas, eu não podia. Coloquei que não tinha mais nada a acrescentar e a reunião seguiu naquele clima horrível e eu, olhando para os meus colegas completamente descontentes e desmotivados. E, neste caso, amedrontados.

Again, inclusive eu. Eu precisava daquele emprego.

Anos depois fiquei sabendo que todos os funcionários que trabalharam comigo acabaram saindo da empresa, e dois deles, bem, meteram um processo na empresa, a qual recusou-se a pagar por alguns direitos. Eu peguei o pouco que me pagaram quando avisei que estava saindo e não olhei mais para trás.

Após esse ocorrido teve ainda a entrada de uma nova jornalista, a qual tinha um sangue fervoroso como o meu. Eu a admirava muito e via nela uma excelente profissional. Experiente, mãe, precisava do trabalho assim como todos que estavam alí. Eu via nela também o anseio de melhorar e engajar o time, e ela havia ganhado carta branca para isso: entrou para ficar responsável pelas pautas e centralizar as informações nela. Infelizmente, ela passou por algo parecido que eu, só que eu já estava cansada de ouvir resmungos da equipe e entendi que nada podia fazer. Ela teve mais calorosas discussões aos berros com os chefes (no caso um deles que gritava muito), a qual ela enfrentou de frente bravamente, deixando a equipe em apenas poucas semanas.

Me parece que só quem começa de baixo, com muita humildade, consegue perceber que liderar é muito mais que apagar um fogo aqui e outro alí. É conversar de forma amigável com a sua equipe sem expor e impor medo à ela.

E então caiu nas minhas mãos esse poderoso material do administradores.com, (você pode baixá-lo aqui) onde eles citam, 5 frases típicas de um chefe fraco e inseguro. Quando ví que essa frase que presenciei estava alí, aaaah, meus amores, aí eu precisei contar para o mundo porque ninguém nasce sabendo ser um líder. Mas é com essas experiências que aprendemos. E nos aperfeiçoamos também. Fiquem com alguns trechos desse material:

Feliz é aquele que encontra em seu caminho um líder. Alguém que estimula sua criatividade, que antes de tudo dá exemplo e através dele extrai o melhor de sua equipe. O líder entende que sua missão é prover sua equipe de inspiração, visão macro da organização e sabe que não adianta usar de subterfúgios mentirosos para motivar os integrantes de seu time. O líder aplaude a equipe pelas vitórias e assume a responsabilidade pela derrota. Ele tem prazer na vitória de seus alunos e, com isso, alcança maiores resultados para a companhia.

Liderança exige uma qualidade fundamental que poucos se dispõem a conquistar e aperfeiçoar: a arte de lidar com pessoas, algo tão complexo que não se aprende da noite para o dia. Contudo, todo mundo tem um conselho para dar a respeito. Basta olhar para dentro de si mesmo e avaliar o quanto torna as coisas difíceis, por mais simples que pareçam, o quanto é intransigente e, por vezes, individualista ao extremo, afinal, somos humanos, carregados de imperfeições. Qual é a fórmula, então, ou o segredo da boa liderança? Quando alguém descobrir isso, pode estar certo de que nunca lhe faltará trabalho até o fim da vida, mas a realidade é outra, portanto, trata-se de uma eterna busca pelo melhor que você pode fazer quando se trata de lidar com pessoas. Ser líder requer aprendizado constante, dedicação ao extremo e uma vontade inabalável de ser uma pessoa melhor para se transformar num líder melhor. Chegar ao topo é fácil, difícil é conquistar o respeito do grupo.

Depois desta empresa passei por mais duas grandes empresas, de mais de 100 funcionários. Em 2015, eu dei um basta e assumi minha habilidade de trabalhar por conta própria como designer ajudando outras blogueiras a crescerem e a se profissionalizarem; pequenos e médios empreendedores a venderem mais, trabalhando presença digital, profissionalizando seus meios de comunicação, criando estratégias criativas para alavancar suas vendas, bem como criando apresentações comerciais para venda de produtos e serviços.

Você gostou dessa história e gostaria de saber como eu dei um basta na vida de funcionária e resolvi de fato ter a minha própria empresa morando sozinha? Está começando um negócio e precisa de uma consultoria de marketing? Tem um negócio mas não está tendo retorno pelos seus serviços prestados?

Vamos conversar!

 

 

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Beijos e até breve! Neste ano de 2019 com mais posts como este!

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Alessandra Mess (@alessandramess), 26 anos, natural de Candelária-RS, designer gráfica, influenciadora digital, empreendedora e marketeira convicta. Taurina, adora testar receitas e descobrir novos sabores. Acedita que estar de bem consigo mesma é o primeiro passo para ficar mais bonita! Formada em Design com Habilitação Visual e Ênfase em Marketing pela ESPM-Sul (2015/01) tem como sua aliada a grande habilidade de enfrentar desafios de forma criativa. Sua missão de vida é tornar seus produtos e serviços mais belos, práticos, eficazes e incríveis. Atualmente sua motivação é estudar Marketing Digital para continuar agregando valor aos seus clientes e colaboradores.

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